AGENTES ANTIESTÁTICOS

Existem dois tipos de agentes antiestáticos: internos e externos. Os externos são utilizados quando a estática é um problema apenas durante o manuseio ou processamento do produto. Para aplicações onde a proteção antiestática é necessária durante o uso do produto pelo consumidor final, recomenda-se o interno. Os antiestáticos internos são ainda divididos em dois grupos: migratórios (que são mais comuns) e os permanentes.



Agentes antiestáticos externos

São aplicados à superfície do produto acabado através de técnicas de pulverização ou imersão, sendo o aditivo utilizado mais comum o sal de amônio quartenário aplicado com uma solução de água ou álcool.

Agentes antiestáticos internos

Os antiestáticos migratórios funcionam “quimicamente” fazendo com que haja uma dependência do tipo de polímero, de seu poder higroscópico, tipo de processamento e etc para que exista compatibilidade. Como o próprio nome sugere, esses aditivos migram para a superfície do produto fazendo com que parte dele se perca dependendo do acabamento superficial da peça, reduzindo a eficiência antiestática. A superfície ativa desses aditivos podem ser catiônicas, aniônicas ou não-iônicas.

Os antiestáticos permanentes não dependem da umidade do ambiente para serem eficientes já que não migram para a superfície da peça, o que já é uma vantagem em relação aos antiestáticos migratórios. Existem dois tipos de antiestáticos permanentes: os polímeros hidrofílicos como o copolímero em bloco de poliéter e as cargas condutivas, como o negro-de-fumo, a fibra de carbono e etc.


Geralmente, os antiestáticos são usados em filmes de PE e de PVC. Para o polietileno podem ser utilizados antiestáticos a base de compostos glicerinados enquanto compostos de amônio quartenário servem para o PVC.

Produtos eletrônicos como placas de circuito impresso não podem ser embalados em plásticos comuns, é necessário que essa embalagem seja produzida com material antiestático para dissipar a energia. Se você já comprou uma placa de vídeo, som, memória e etc., percebeu que ela vem embalada em um saco plástico escuro, provavelmente um PEAD aditivado para protegê-la das descargas elétricas provenientes de seu corpo.

Embalagem antiestática


Além da proteção à componentes eletrônicos, os agentes antiestáticos reduzem ou eliminam aquele problema de união de filmes por estática, desmoldagem de peças injetadas e geração de faíscas onde há riscos de explosão.

Duto aditivado com agente antiestático, ideal para áreas com risco de explosão
Duto aditivado com agente antiestático,
ideal para áreas com risco de explosão


Alguns agentes antiestáticos são materiais higroscópicos (que absorvem água), e como a água é um excelente condutor de eletricidade, a carga estática se dissipa rapidamente. Porém, para que esse mecanismo funcione perfeitamente é necessário que o ambiente esteja úmido o suficiente.

Bibliografia:
HARPER, Charles A.; PETRIE, Edward M. Plastics Materials and Process: A Concise Encyclopedia. Hoboken: John Wiley & Sons, Inc., 2003.
WIEBECK, Hélio; HARADA, Júlio. Plásticos de Engenharia: Tecnologia e Aplicações. São Paulo: Artliber Editora, 2005.
Artigo postado em 07/08/2011
Sobre o autor: Daniel Tietz Roda é Tecnólogo em Produção de Plásticos formado pela FATEC/ZL e Técnico em Projetos de Mecânica pela ETEC Aprígio Gonzaga. Trabalhou na área de assistência técnica e desenvolvimento de plásticos de 2008 até 2013 e atualmente é proprietário do Tudo sobre Plásticos.
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