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MICROESFERA DE VIDRO

 

A microesfera de vidro é uma alternativa à fibra no uso como agente de reforço em plásticos, mas com algumas propriedades específicas e um custo mais elevado. As esferas podem ser ocas ou sólidas, sendo que as sólidas possuem peso específico próximo de 2,5g/cm³ e diâmetro entre 4 e 5000 µm, feitas geralmente de vidro tipo soda-cal. Já as microesferas ocas possuem densidade entre 0,08 e 0,8g/cm³ com diâmetros que variam de 20 a 200 µm. Uma das vantagens das microesferas de vidro é que elas suportam pressões hidrostáticas muito altas e geram uma aparência superficial melhor que as fibras no produto acabado. Elas também podem ser usadas na produção de espumas sintáticas quando formuladas com uma matriz termorígida.

Menor viscosidade e melhoria do fluxo

Diferentemente das cargas com formas irregulares, as microesferas escoam facilmente umas sobre as outras e sobre as superfícies. Essa propriedade faz com que os materiais, nos quais as microesferas estão incorporadas, tenham uma menor viscosidade, uma vez que tais fluidos irão “rolar” sobre a superfície de contato, melhorando, dessa forma, seu fluxo. Devido a sua conformação, fica fácil verificar que em escoamentos, os produtos que utilizam as microesferas são muito menos abrasivos do que aqueles que utilizam cargas tradicionais. Com isso, a vida útil dos materiais, (como tubulações, por exemplo) é prolongada e o aparecimento de pontos de corrosão é reduzido.

Vantagens do uso da microesfera de vidro:

- Redução da viscosidade do polímero
- Melhora do fluxo na injeção
- Menos abrasiva que cargas em forma de fibra
- Quimicamente inertes
- Resistentes a alta temperatura
- Melhor distribuição do estresse na peça moldada
- Redução da taxa de contração

Composição química (pode variar de fabricante para fabricante):
SiO2 = 70,0 ± 2,0
NaO+K2O = 14,0 ± 2,0
CaO = 8,5 ±1,0
Al2O3 = 3,0 ± 1,0
MgO = 3,0 ± 1,0
Fe2O3 = Menor ou igual a 0,4

   
   
 
 

Veja também:

Degradação de polímeros
Calandragem
Rotomoldagem
Aditivos BASF e PolyAd
Diferença entre homopolímero e copolímero
Processo de injeção
Síntese do PS
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Artigo postado em 17/01/2013

Sobre o autor:
Daniel Tietz Roda é Tecnólogo em Produção de Plásticos formado pela FATEC/ZL e Técnico em Projetos de Mecânica pela ETEC Aprígio Gonzaga. Trabalha na área de assistência técnica e desenvolvimento de plásticos desde 2008 e atualmente coordena o depto. técnico da Ambiental Recicladora.

   
   
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