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Braskem e Styrolution vão produzir ABS e SAN no Brasil a partir de 2017

31/10/2013

O Brasil finalmente vai conseguir sua independência da importação de ABS e SAN com a parceria entre Braskem e a alemã Styrolution, grande fornecedora de plásticos estirênicos. Isso permitirá a Braskem fortalecer sua presença em setores industriais com grande apelo de consumo, como o automotivo, de eletrodomésticos e eletroeletrônicos.

Atualmente, o Brasil é suprido por importações dos EUA e da China, o que anima a Braskem e sua sócia alemã, que domina 25% dessas vendas no mundo, a investirem nessa área. A fábrica, em princípio, ficará pronta em 2017 e a expectativa é produzir 100 mil toneladas de ABS e SAN, volume ligeiramente acima da demanda atual do país que é de 80 mil toneladas.

O excedente será vendido nos demais países da américa. Isabel Figueiredo, diretora comercial de petroquímicos básicos da Braskem, estima que somente as compras brasileiras cheguem a 100 mil toneladas quando da inauguração da fábrica. "Já nascemos querendo crescer", afirma a executiva. Os desembolsos serão feitos na proporção da sociedade: a Braskem detém 30% do capital e os 70% restantes caberão à sua parceira. “Acreditamos que a parceria com a Styrolution será positiva para os negócios da Braskem”, afirma Carolina Flesch, analista do BB Investimentos, em relatório divulgado no dia 14/10, no mesmo dia do anúncio da associação.


A fábrica que será erguida em Camaçari terá capacidade para produzir 100 mil toneladas por ano

O ABS e o SAN são amplamente usados em consoles e painéis de veículos e eletroeletrônicos como computadores e impressoras. “Temos matéria-prima e mercado, o que me faz acreditar que não vamos sofrer com a concorrência dos asiáticos”, diz a diretora de economia e estatística da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Fátima Giovanna Coviello Ferreira. “Vai ser natural a troca de fornecedor”.

Situação muito diferente da vivida pela Nitriflex e pela LanXess, que, em meados da década passada, tiveram de abortar os planos de produzir o ABS por aqui. A falta de competitividade e a fraca demanda obrigaram as empresas a fechar suas unidades em 2006. “Agora, a produção de ABS sai do papel”, diz o diretor da consultoria MaxiQuim, João Luiz Zuñeda. Segundo ele, a força da Braskem na América Latina e a presença global da Styrolution são ingredientes mais do que favoráveis para o sucesso da empreitada. “Uma tem matéria-prima e a outra a tecnologia”, afirma Zuñeda.

Fonte: IstoÉ Dinheiro (18/10/2013)

 


Produção de transformados plásticos cresce 2,6% nos primeiros oito meses do ano

26/10/2013

A produção do setor de transformados plásticos cresceu 2,6% de janeiro a agosto de 2013 em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados são da última edição do Econoplast, boletim econômico da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), divulgado em outubro.

O resultado foi sustentado pela recuperação na produção de laminados (+6,57%) e pelo bom desempenho dos “artefatos diversos” (+3,76%), fornecidos principalmente para a indústria automotiva. Em consequência ao comportamento do setor de alimentos e bebidas, o segmento de embalagens ficou estável, com alta de apenas 0,21%.

Em agosto, a produção manteve o mesmo patamar do mês anterior, com crescimento de 0,39%. A estabilidade foi sustentada pelo desempenho dos “artefatos diversos”, já que houve queda em relação a laminados e embalagens. No acumulado dos últimos 12 meses, a produção teve um incremento de 2,42%.

O setor de transformados plásticos gerou 7,3 mil novas vagas de empregos nos primeiros oito meses do ano, totalizando, até agosto, 355,1 mil trabalhadores registrados. O nível de emprego no setor vem se recuperando ao longo do ano e já ultrapassou o número registrado em 2012. A produtividade cresceu 0,64% em relação ao mesmo período do ano passado, desempenho menor do que o observado na indústria de transformação.

De janeiro a agosto de 2013, o consumo aparente brasileiro de transformados plásticos chegou a R$ 41,9 bilhões, valor 11,2% superior ao realizado em 2012. Em agosto, o consumo aparente foi de R$ 5,4 bilhões, com alta de 1,5% sobre o mesmo mês do ano anterior.

O déficit acumulado da balança comercial no período cresceu 13,3% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior, totalizando US$ 1,6 bilhão. As importações tiveram alta de 8,2%, atingindo US$ 2,5 bilhões, enquanto as exportações cresceram apenas 0,08%, somando US$ 914 milhões. O coeficiente de importação foi de 14,5%. Já as exportações foram de 6,2% do volume produzido.

Em volume, o saldo também é deficitário em 320 mil toneladas, número 7,25% superior ao do período anterior. Foram importadas 484 mil toneladas (+ 5,7%), contra vendas externas de 163,9 mil toneladas (+ 2,9%).

Para setembro, os empresários mantiveram expectativas positivas em relação à demanda, à compra de matéria-prima e à contratação de novos empregados, mas estão pessimistas a respeito do desempenho das exportações.

Fonte: matéria de Lucas Junot. Publicado por Capital News (23/10/2013)

     

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