Lego substitui ABS por PE em algumas de suas peças

Fabricante dinamarquesa começa a produzir peças a partir de plástico obtido de fonte vegetal

13/03/2018


Em investida para reduzir o consumo de combustíveis fósseis, a fabricante dinamarquesa de brinquedos Lego anunciou o lançamento de suas primeiras peças feitas de bioplástico.


As novas peças de polietileno produzido a partir da cana de açúcar começarão a aparecer nos kits da marca ainda este ano.

De saída, a novidade será limitada a elementos botânicos, como árvores, arbustos e folhas, que representam de 1 a 2 por cento do número total de peças fabricadas, mas a meta da empresa é ampliar o uso do material para todos os tijolos de construção até 2030.


Lançamento: elementos botânicos feitos a partir de bioplástico

Segundo a Lego, a investida vai ao encontro da ambição da empresa de continuar produzindo brinquedos duráveis mas com uma menor pegada ecológica.

Para isso, a Lego anunciou há três anos um investimento de US$ 165 milhões em um centro de materiais sustentáveis na Dinamarca, responsável por criar o material alternativo "mais ecológico".

Desde 1963, os blocos coloridos da marca são feitos com um plástico conhecido como acrilonitrila butadieno estireno (ABS), que é base de muitos materiais plásticos que usamos.

Anualmente, a Lego usa mais de 6.000 toneladas de plástico para fabricar seus produtos.

Agora vamos a realidade (opinião)

O fato do polietileno a ser usado pela Lego, ser obtido a partir do etanol da cana de açúcar, não faz dele mais ou menos ecológico que o ABS obtido do petróleo. Aliás, apesar de ser oriundo de um vegetal, no final trata-se do mesmo polietileno que já é usado em diversos produtos descartáveis, incluindo as sacolas plásticas, ou seja, não é biodegradável.

O petróleo já existe e continua abaixo do solo esperando ser extraído e fracionado em diversos subprodutos. Já a cana de açúcar vai ocupar uma grande área acima do solo que poderia estar preservada ou sendo utilizada para o cultivo de alimentos, além de consumir uma grande quantidade de água, exigir fertilizantes e talvez agrotóxicos.

A atitude da Lego trata-se mais de marketing do que preocupação ecológica, algo que tem sido muito comum nos últimos tempos e que se perpetua através da mídia, governos e até mesmo de ONG's de proteção ambiental, que parecem analisar essas medidas apenas superficialmente.

Fonte: adaptação da Exame (05/08/2018)




Dow, Shell e Sabic competem por fábrica na Argentina, afirma YPF

21/03/2018


A YPF é uma estatal argentina


A DowDuPont disputará contra empresas como Saudi Basic Industries e Royal Dutch Shell o direito de construir novas fábricas de plástico em um complexo na Argentina, segundo a produtora estatal de petróleo e gás YPF.


Será escolhida uma empresa para converter líquidos de gás natural em etileno e depois em plásticos de polietileno em Bahía Blanca, na região sudoeste da província de Buenos Aires, disse Marcos Browne, vice-presidente executivo da YPF, na quarta-feira, em entrevista. A expansão praticamente dobraria a produção no local, atualmente dominado pela Dow, uma unidade da DowDuPont.

A nova produção no complexo começaria em 2022 ou 2023, disse Browne. Atualmente, a Dow opera duas fábricas de etileno e quatro de polietileno em Bahía Blanca, segundo seu website.

"Estamos trabalhando em um projeto bastante grande para usar etano e propano no complexo petroquímico de Bahía Blanca", disse Browne, nos bastidores da conferência de energia CERAWeek by IHS Markit, em Houston. "Pode ser a Dow ou outra empresa."

Tarifas ao aço

O plano de expansão coincide com a iniciativa da Argentina de acelerar a produção de petróleo e gás de seus depósitos de xisto de Vaca Muerta, no sul do país. A Dow, que será separada e se tornará uma empresa independente no ano que vem, avalia Argentina, Canadá e EUA para seu próximo grande investimento. As tarifas propostas ao aço prejudicam o argumento para a construção de plantas nos EUA, disse o diretor de operações da Dow, Jim Fitterling, na terça-feira, em entrevista.

Embora o etano seja mais caro na Argentina que nos EUA, as fabricantes de produtos químicos obtêm preços mais elevados por seus produtos na Argentina e são protegidos da concorrência estrangeira por uma tarifa de importação de 14 por cento, disse Browne. A nova produção de plásticos atenderia à Argentina e aos países próximos, disse.

"Temos total certeza de que algo vai acontecer", disse Browne.

A YPF também negocia com a Braskem, entre outras, a produção de polipropileno em Bahía Blanca, disse.

O complexo abriga também uma joint venture para fertilizantes da YPF com a canadense Nutrien.

Fonte: Bloomberg (08/03/2018)


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