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5 passos da GM Polymer para transformar plásticos em ouro

03/03/2016

Está no campo, numa fazenda de dezenas de hectares de estufas. Está na altura de substituir os plásticos de proteção e as tubagens da rega gota a gota. O que vai fazer com todo este desperdício?

Até hoje, a resposta para o desperdício de plásticos das estufas agrícolas e das tubagens de regas ou de coberturas industriais não metálicas era a entrega a uma empresa de reciclagem que fazia a limpeza em grandes tanques de água e o reaproveitamento era para produção de energia. Para o agricultor, era custo acrescido para cumprir as regras ambientais. Mas isso é passado. Chegou a GMPolymer, uma empresa instalada na zona industrial Sapec Bay, em Setúbal, revolucionou a tecnologia e, mais do que isso, revolucionou a resposta ambiental e… paga pelos resíduos de plástico.

Norolamin Gulam é um jovem empresário de 41 anos, um homem do mundo, mas que escolheu Portugal para instalar a família e colocar os dois filhos a estudar. É o “pai” do projeto e o Reino Unido, Moçambique e Dubai são países que conhece como a palma das mãos, mas foi em Portugal que descobriu três coisas relevantes na vida: um potencial negócio rentável, um negócio amigo do ambiente e um forte gerador de emprego sustentável. Norolamin para os amigos, mostrou-nos as instalações novas onde montou máquinas de última geração que, em cinco passos, transformam plásticos sujos em polímeros.

À porta do armazém de 3700 m2, em Setúbal, tem uma montanha de resíduos de plástico deixados por agricultores que vêm de todo o país, embora toda a região do Oeste, península de Setúbal e Alto Alentejo sejam os fornecedores mais relevantes. Em 10 dias, irá consumir toda a matéria-prima do tamanho de um edifício de três andares. No final do processo ficarão umas bolinhas, os polímeros que se destinam à venda, e 100% da produção é exportação.

Para o jovem empreendedor, Portugal não tinha uma empresa de reciclagem que respondesse atempadamente de forma eficiente e económica à necessidade de reaproveitar plásticos e tubos usados na agricultura e na agroindústria. O que a concorrência apresenta está longe de ser amigo do ambiente, pois consome toneladas de água na lavagem e dezenas de milhar de euros mensais em energia para colocar os equipamentos a funcionar. O resultado nem sequer é sofrível, pois a matéria-prima continua suja.

Norolamin Gulam quis fazer diferente. Investiu em testes de máquinas e processos ao longo de meses no Reino Unido e conseguiu o modelo perfeito de trabalho. Com equipamento de última geração e que foi devidamente adaptado ao projeto de reciclagem tem hoje um complexo de máquinas, onde através de um processo mecânico o plástico é limpo, sem utilização de água, é separado e depois é compactado em polímero exportável. São seis mil toneladas de produção anual de polímeros que o empresário espera fazer anualmente com esta fábrica. Os clientes vêm de todo o mundo e compram uma matéria-prima que resultou da reciclagem de desperdício que anteriormente tinha a vocação da queima e pouco mais.

Norolamin Gulam fala recorrentemente dos pais, a família Gulam Hassam, onde o pai é o herói, gerador das ideias, e que influencia os filhos que estão espalhados um pouco por todo o mundo. Um pai que faz nascer ideias, mas também um pai que teve a capacidade de gerar recursos e que está sempre presente nas decisões de investimento. Ao longo da nossa conversa, as chamadas do Dubai sucederam-se com uma cadência impressionante. A família é o grande investidor e, por isso, Norolamin Gulam criou a empresa, o negócio, o marketing e a tesouraria com capitais próprios. Os fundos comunitários e os bancos batem-lhe à porta e deixam-no satisfeito. Percebe que ganhou respeito da sociedade e importância dentro da sua comunidade sunita. Ouve os mais velhos, conta-nos, mas tem o seu caminho e as suas ideias. O orientador é o pai e o conforto espiritual vem da mãe.

Criador de sonhos

Mais do que um investidor, Norolamin é um criador de sonhos para as pessoas e os 20 postos de trabalho que já criou rapidamente irão triplicar no próximo ano e poderão ser multiplicados por dez em termos de emprego direto e por 50 em empregos indiretos. Sente-se bem consigo e com a sociedade e a relação com os empregados é muito saudável. Foi ao centro da Segurança Social para contratar funcionários que nada percebiam de polímeros e de máquinas industriais. Deu-lhes formação e, hoje, resolvem a generalidade dos problemas mecânicos que possam surgir. O impacto social foi tremendo, com famílias que voltaram a ter esperança e expetativas.

Quando escolheu Setúbal e o parque industrial onde está instalado desde 2015, foi criticado. O país estava moribundo, a indústria portuguesa de rastos, as alternativas industriais eram nenhumas, mas Gulam viu oportunidades onde os outros viam dificuldades. E o futuro é promissor.

A GM Polymer de Setúbal é competitiva, mas pequena para o potencial de trabalho industrial. Com capitais próprios vai arrancar com duas outras unidades na Grande Lisboa e o negócio de polímeros pode crescer até às 16 a 17 mil toneladas/ano de matéria transformada. Exportação será igual a 100%. Os postos de trabalho diretos criados vão triplicar. E, nos próximos meses, vê uma outra oportunidade a norte, com uma unidade fabril de reciclagem de papel. Sem fundos comunitário e sem endividamento bancário, o crescimento vai-se fazendo com os fundos que se vão gerando.

O jovem empreendedor acredita que o melhor negócio em Portugal está na indústria e deixa o retalho, os serviços, o imobiliário e o trading para outros. A família Hassam é forte nessas áreas, mas em regiões do globo tão distantes como Moçambique, Tanzânia ou o Dubai. Em Portugal, interessa a indústria de reciclagem.

Fonte: Oje (29/01/2016)


 

Grupo Celoplás duplica produção e emprego em Famalicão

04/03/2016

A CCL – Plásticos, uma das três fábricas do grupo Celoplás, vai duplicar já no próximo mês a sua área de produção, num investimento da ordem dos 1,5 milhões de euros, sabe o Negócios.

Um reforço produtivo que deverá permitir duplicar, a curto prazo, a facturação actual de 2,5 milhões de euros e o efectivo de 22 para 40 a 50 trabalhadores.

A empresa vai ser visitada na próxima segunda-feira, 29 de Fevereiro, por Paulo Cunha, presidente da Câmara de Famalicão, concelho onde a CCL está instalada.

A CCL pertence ao grupo Celoplás, que foi fundado por dois famalicenses, João Cortez e José Artur Campos Costa, e é hoje uma referência mundial na produção de peças plásticas de elevada precisão para a indústria doméstica, automóvel, militar e da saúde, com a fabricação de dispositivos médicos inovadores.

O grupo Celoplás fechou 2015 com uma facturação consolidada de 23 milhões de euros. Mais de 95% da produção destina-se, directa ou indirectamente, a exportação, para países como a Alemanha, Espanha, França, Reino Unido, Hungria, Suécia ou a Bulgária, assim como para alguns mercados extra-comunitários como o Brasil, África do Sul, Índia ou China.

"A história da Celoplás começou em Vila Nova de Famalicão com a criação da CCL em 1986, estando hoje sediada em Grimancelos, na fronteira entre Barcelos e Famalicão. A criatura tornou-se neste caso maior que o criador, mas a CCL– Plásticos para a indústria nunca deixou de laborar e de ser uma aposta estratégica para o grupo", enfatiza a Câmara de Famalicão, em comunicado

O grupo possui uma forte ligação ao meio académico, no qual se destacam as colaborações com as Universidades de Coimbra (IPN), do Porto (DEMEc e INEGI) e do Minho, onde a Celoplás foi fundadora do Pólo de Inovação em Engenharia de Polímeros (PIEP). O grupo Celoplás projecta, desenvolve e fabrica por injecção, cerca de 200 milhões de componentes técnicos de precisão por ano. As peças fabricadas pelo grupo estão em muitos objectos e equipamentos fabricados por gigantes mundiais como a Tyco, Bosch, Yazaki, Daimler, Denso, Leica, Browning, Ideal Standard, Visteon ou Preh.

Fonte: Sábado (26/02/2016)


     

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