NOTÍCIAS DO PLÁSTICO

Recentes Acidentes Economia Educação Brasil Portugal Social Tecnologia Mundo

. : :: ::: :::: Social :::: ::: :: : .

     
Cooperativa de Botucatu/SP amplia coleta seletiva

10/09/2014

Grupo de agentes ambientais de Botucatu recolhe atualmente cerca de 50 toneladas ao mês de materiais plásticos, papéis, vidros e metal

O novo Sistema Integrado de Limpeza Urbana de Botucatu - que está em fase de implantação e prevê a ampliação da coleta seletiva para 100% de Botucatu - irá trazer melhorias não apenas à população como um todo, mas também na vida de um grupo específico de pessoas que trabalham diariamente para que o meio ambiente se mantenha em equilíbrio.

A Cooperativa de Agentes Ambientais, instalada em terreno ao lado do Aterro Municipal (rodovia Eduardo km 2) chegou a ser desfeita e proibida de operar por irregularidades administrativas, em junho de 2013. Em agosto do mesmo ano ela foi retomada com uma nova diretoria, totalmente legalizada. Um ano depois dessa reestruturação, o cenário aos atuais 18 cooperados é promissor.

Hoje a cooperativa realiza coleta de recicláveis apenas na região Norte e alguns Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) instalados em condomínios, campi da Unesp e um supermercado da Cidade. Hoje são recolhidos cerca de 50 toneladas/mês de materiais plásticos, papéis, vidros e metais. Com a ampliação do serviço, a Secretaria de Meio Ambiente estima que esse volume suba para pelo menos 130 toneladas/mês.

A principal diferença é que agora esses trabalhadores irão se concentrar mais na parte de triagem do material, que depois é comercializado a empresas que fazem o processamento dele. A coleta será realizada pela equipe do novo consórcio Botucatu Ambiental (formado pelas empresas Revita Engenharia S/A e Monte Azul Engenharia LTDA). “Estes agentes têm um papel social e ambiental importantíssimo. Hoje, os cooperados trabalham com dignidade e se sentem orgulhosos por exercerem esta profissão”, garante o secretário de Meio Ambiente, Perseu Mariani.

Márcia Regina da Silva há quatro anos trabalha junto à cooperativa. Do lixo que ajuda a retirar das ruas, consegue tirar em média R$ 1 mil por mês para o sustento de casa e das duas filhas para criar. “Com a ampliação da coleta a gente espera ganhar um pouco mais, ‘né’? Ao mesmo tempo, a gente ajuda a não sobrecarregar o aterro com mais lixo que poderia parar lá”, diz ela, que se sente orgulhosa da atividade que desempenha. “Não é fácil, mas aprendi a gostar. É uma profissão como outra qualquer e que contribui ao meio ambiente. Separar o lixo é uma questão de educação, que independe de ser rico ou pobre. Cada um pode fazer sua parte. Eu mesmo não tinha esse costume antigamente, mas hoje o exemplo vem de casa”, afirma.

Reconhecimento

A Cooperativa de Agentes Ambientais de Botucatu hoje é inclusive referência para a região. Ela foi escolhida entre diversas outras cooperativas espalhadas pelo território nacional para participar do “Dê a Mão para o Futuro”. Este programa é coordenado pela Associação Brasileira das Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias e Pão & Bolo Industrializados (Abima) e Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins (Abipla).

Estas associações irão realizar o investimento de aproximadamente R$ 110 mil em equipamentos operacionais para a Cooperativa de Botucatu. Também irá oferecer assessoria em: gestão administrativa, mercado de recicláveis e cadeia produtiva, gerenciamento de produção, políticas públicas e gestão de resíduos sólidos, relacionamento com a comunidade e coleta seletiva, segurança do trabalho, saúde e meio ambiente.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em parceria com a Secretaria de Educação, iniciará em setembro o Coleta Mais. É um programa desenvolvido em projeto piloto em 5 escolas municipais para estimular os alunos a ser multiplicadores da importância de separar o material reciclado do lixo comum.

Fonte: JCNET (25/08/2014)

 


Contato com plastificante do PVC pode elevar risco de asma na infância

10/09/2014

Nova pesquisa observou que grávidas expostas a maiores níveis de ftalatos dão à luz bebês mais propensos a desenvolver a doença

Pela primeira vez, pesquisadores demonstraram que fetos expostos a ftalatos, substância química usada como plastificante de PVC e presente em diversos objetos desse material, incluindo brinquedos, correm um risco até 80% maior de terem asma ao longo da infância.

Os ftalatos costumam ser utilizados para deixar o plástico mais maleável e podem ser encontrados em materiais que vão desde produtos de cuidado pessoal e recipientes de alimentos até revestimento de piso e equipamentos médicos. Uma lista elaborada pela organização americana Environmental Working Group incluiu a substância como um dos compostos químicos que mais desencadeiam distúrbios hormonais. Além disso, os ftalatos já foram associados a problemas como obesidade, diabetes e risco de parto prematuro.

Em 2009, os Estados Unidos proibiram presença da substância em brinquedos e outros produtos infantis. No Brasil, uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autoriza o uso dos ftalatos na produção de embalagens de plástico, inclusive naquelas que costumam entrar em contato com alimentos, água e equipamentos de uso doméstico.

Estudo — A nova pesquisa, feita na Universidade Columbia, Estados Unidos, acompanhou 300 mulheres grávidas e, depois, os seus filhos até os 11 anos de idade. Os pesquisadores mediram os níveis de ftalatos em amostras de urina tanto das mulheres grávidas quanto das crianças.

A equipe descobriu que os filhos de mulheres que mais se expuseram a ftalatos durante a gravidez tiveram mais chances de ter asma ou então apresentar sintomas semelhantes aos do problema entre 5 e 11 anos de idade.

Existem diferentes tipos de ftalatos, e os pesquisadores observaram que o risco de asma está relacionado especialmente com a exposição pré-natal a dois tipos específicos: o butylbenzyl phthalate (BBzP) e o di-n-butyl phthalate (DnBP). Essas substâncias parecem elevar as chances da doença em 72% e 78%, respectivamente.

As conclusões foram publicadas nesta quarta-feira no periódico Environmental Health Perspectives. “Nosso estudo fornece evidências de que os ftalatos estão entre os fatores de risco para a asma, que também incluem tabagismo, poluição do ar, obesidade e histórico de alergia”, diz Robin Whyatt, diretor do Centro para a Saúde Ambiental das Crianças da Universidade Columbia.

Fonte: adaptado de Veja (17/09/2014)

 


     

© 2010-2017 - Tudo sobre Plásticos. Todos os direitos reservados.

Página inicial - Política de privacidade - Contato