A razão pela qual os seus cabos da Apple quebram o tempo todo

17/08/2017


Os produtos da Apple são ótimos. Independentemente do que você pensa da empresa, não há dúvida de que a Apple usa materiais de ponta para criar produtos lindos e duráveis. Isso é verdade para quase tudo que a Apple faz, com uma exceção: os cabos que vêm com seus produtos. Você sabe o porquê disso?


É de conhecimento comum que os cabos da Apple começam a desintegrar-se após cerca de seis meses de uso regular. Esta tem sido uma constante, seja qual for o produto - MacBook, iPhones e adaptadores, e ao longo de muitas gerações de produtos. Por que a Apple não pode usar seus bilhões para criar um cabo que não se desintegra?

Esta questão criou uma indústria inteira de cabos Apple de terceiros e outra indústria de "hacks" (veja por exemplo a Sugru, com seus protetores de cabos para Apple) para evitar que os cabos se desintegrem. De alguma forma, os fabricantes de acessórios Apple de terceiros não têm problemas para fazer cabos muito mais duráveis que os da Apple. Existem sites com guias de compra para cabos de iPhone para substituição que são bem parecidos, mas muito mais duráveis do que os originais.

Existem várias explicações para a aparente incompetência da Apple no design de cabos, mas uma se destaca: o Greenpeace. Em 2009, o Greenpeace pressionou com sucesso a Apple para remover o PVC dos cabos com a campanha "Green My Apple". O PVC, ou apenas vinil, é o terceiro polímero plástico mais popular do mundo. Desde então, a Apple se orgulhou em sua página de "Meio Ambiente" que todos os seus produtos tiveram o PVC substituído por elastômeros termoplásticos. Os cabos de terceiros, por outro lado, mencionam inevitavelmente a sua fabricação usando PVC.

Houve na verdade um grande exagero por parte da Apple e do Greenpeace, pois o PVC não é tóxico, sendo inclusive usado na fabricação de bolsas de sangue, cateteres etc. O que existe é uma toxidade baixa proveniente dos plastificantes presentes no PVC, os chamados ftalatos (que também estão presentes nas bolsas de sangue), que não lhe causam mal algum a não ser que você seja um rato e roa vários quilos de cabos, ou que faça fogueiras diárias com uma grande quantidade de cabos de PVC e fique inalando a fumaça por dias.

Existem várias explicações para a aparente incompetência da Apple no design de cabos, mas uma se destaca: o Greenpeace. Em 2009, o Greenpeace pressionou com sucesso a Apple para remover o PVC dos cabos com a campanha "Green My Apple". O PVC, ou apenas vinil, é o terceiro polímero plástico mais popular do mundo. Desde então, a Apple se orgulhou em sua página de "Meio Ambiente" que todos os seus produtos são livres de PVC. Os cabos de terceiros, por outro lado, mencionam inevitavelmente a sua fabricação usando o produto.

Fonte: adaptado de Sul Connection (13/08/2017)




Este robô pode se autoregenerar após ser esfaqueado

21/08/2017

Robô produzido com polímero autoregenerativo
Não brinque com facas, a menos que você seja um robô autocurável

Além de ter poderes sobre-humanos e ficarem bem em armaduras cromadas, os robôs podem agora adicionar um novo talento ao seu currículo: a autocura. Roboticistas têm usado materiais macios e flexíveis há um bom tempo, mas até então esses materiais rasgavam se tornando inúteis para o propósito. Agora uma nova técnica permite criar robôs com "peles macias" que podem curar a si mesmos quando algo der errado.

Para provar o conceito, pesquisadores da Universidade Livre de Bruxelas criaram uma mão de robô, uma pinça e um músculo artificial com a habilidade de autocura usando elastômeros que têm uma certa semelhança com gelatina. Quando o material é perfurado ou rasgado, ele tem a capacidade de se juntar completamente através da aplicação de um pouco de calor.

"O polímero tem muitas cadeias diferentes que se juntam para formar o material. Quando você adicionar calor, elas se reorganizam para continuarem juntas sem deixar qualquer ponto fraco", diz Bram Vanderborght, que lidera a pesquisa.

Os materiais flexíveis são ideais para pegar itens delicados como frutas ou vegetais, então podem encontrar aplicações na indústria alimentícia. Além disso, eles são úteis para trabalhar ao lado de humanos, em linhas de produção, onde robôs ou braços robóticos macios possam evitar acidentes.

Para o futuro, Vanderborght e sua equipe querem automatizar as propriedades de autocura, seja alterando o material ou fazendo com que os robôs apliquem o calor por si próprios.

"Até o momento, quando peças de robôs comuns quebram, elas precisam ser substituídas; mas isso está para mudar em breve", diz Vanderborght.

Veja o artigo científico completo aqui (em inglês)

Fonte: tradução livre de artigo da New Scientist (16/08/2017)






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