PIGMENTOS DE BISMUTO

Pigmento Amarelo de Vanadato de Bismuto
Amarelo de vanadato de bismuto
Os pigmentos amarelo-esverdeados baseados em ortovanadato de bismuto (BiVO4) foram introduzidos no mercado em 1985, e representam uma classe de pigmentos com interessantes propriedades de coloração. Eles ampliam a gama familiar de pigmentos inorgânicos amarelos como o amarelo de ferro, de cromo, de cádmio, de níquel-titânio e de cromo-titânio. Em particular eles substituem o cromato de chumbo amarelo-esverdeado e os pigmentos de sulfeto de cádmio. No Color Index eles estão registrados como Pigmento Amarelo 184.


O volume atual de pigmentos de vanadato de bismuto está estimado em cerca de 1200 toneladas/anoˉ¹ e continua aumentando.

Propriedades

Todos os pigmentos comerciais de vanadato de bismuto são baseados no vanadato de bismuto puro com estrutura monoclínica ou tetragonal. As propriedades mais importantes desses pigmentos são: 

* Excelente brilho de sombra
* Muito bom poder de cobertura
* Alto poder de tingimento
* Muito boa solidez
* Alta resistência química
* Boa dispersão
* Não agride o meio ambiente

Quando comparado com outros pigmentos amarelos inorgânicos, se assemelha mais ao amarelo de cádmio e ao amarelo de cromo, com relação a suas propriedades de coloração.

Aplicações

Os pigmentos de vanadato de bismuto são usados na fabricação de produtos livres de chumbo, produtos que necessitem ser resistentes às intempéries ou possuir cor amarela brilhante. Em combinação com pigmentos adicionais, pode ser usado como base para importantes amarelos, laranjas, vermelhos, verde, as cores padrão alemão RAL 1003, 1021, 1028, 2002, 3018, 6018 e 6029.

Pigmentos termoestabilizados de vanadato de bismuto suportam até 300°C e exibem muito boa solidez e resistência às intempéries em plásticos para uso ao ar livre, também têm boa resistência a migração e são facilmente dispersos.

Toxicologia

Não é tóxico ainda que inalado ou ingerido. Testes em animais indicaram alguns sinais de toxidade por via inalatória, provavelmente devido ao teor de vanádio.



Bibliografia:
HARPER, Charles A.; PETRIE, Edward M. Plastics Materials and Process: A Concise Encyclopedia. Hoboken: John Wiley & Sons, Inc., 2003.
WIEBECK, Hélio; HARADA, Júlio. Plásticos de Engenharia: Tecnologia e Aplicações. São Paulo: Artliber Editora, 2005.
Artigo postado em 02/01/2011
Sobre o autor: Daniel Tietz Roda é Tecnólogo em Produção de Plásticos formado pela FATEC/ZL e Técnico em Projetos de Mecânica pela ETEC Aprígio Gonzaga. Trabalhou na área de assistência técnica e desenvolvimento de plásticos de 2008 até 2013 e atualmente é proprietário do Tudo sobre Plásticos.
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