Tupperware reduz expectativas de crescimento em 2019

Revendedoras da marca enfrentam dificuldades no país e companhia agora espera queda de até 8% nas vendas locais no ano. Receita da empresa na América do Sul recuou 14% no 2º trimestre

08/10/2019


A piora das perspectivas para a economia brasileira teve reflexos nos resultados da fabricante de potes de plásticos Tupperware no segundo trimestre e fez a companhia rever nesta quarta-feira (24) suas expectativas de crescimento para 2019.


Segundo a empresa, as revendedoras brasileiras enfrentaram dificuldades para gerar vendas em meio a um "ambiente econômico desafiador".

A receita da Tupperware na América do Sul recuou 14%, para US$ 73,6 milhões no segundo trimestre. Globalmente, a queda foi de 11%, para US$ 475,3 milhões. O lucro caiu 38%, passando de US$ 63,8 milhões para US$ 39,4 milhões. A empresa não divulgou as vendas no mercado brasileiro.

Como resultado dessa queda, a companhia revisou suas projeções para este ano. Segundo a Tupperware, o menor Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil e na China, assim como a mudança no comportamento do consumidor e na força das vendas, contribuíram para a decisão.

A companhia espera agora por uma queda de 5% a 8% nas vendas no Brasil no ano — assim como nos mercados europeus e asiáticos. Globalmente, a empresa projeta queda de 9% a 11% na receita no período. A empresa tambpem acredita que irá terminar o ano com lucro por ação de US$ 3,45 a US$ 3,60. Anteriormente, a expectativa é que o ganho fosse de US$ 4,03 a US$ 4,14 por papel.

Nas negociações antes da abertura do mercado na Bolsa de Nova York, as ações da fabricante de potes plásticos registram forte queda. Por volta das 9h30, os papéis tinham queda de 17,85%, negociados a US$ 14,64.

Desde o início do ano, os papéis da Tupperware acumulam queda de 43,5%.

Fonte: G1 (24/07/2019)




Produção menor acende luz amarela no plástico

08/02/2020



No ano passado, enquanto a produção industrial brasileira recuou 1,1%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção física de plásticos caiu 1,6%. Para 2020, enquanto a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) é de crescimento de 2,3%, a expectativa dos transformadores plásticos – que produzem de utensílios domésticos a peças automotivas – é de expansão mais lenta, de 1,5%. Esse descompasso acendeu a luz amarela no setor, cuja produção atual está nos mesmos níveis vistos há uma década.


“A produção industrial caiu influenciada por Brumadinho [a tragédia com a barragem da Vale ], mas os plásticos independem da atividade mineral e estão presentes em todos os setores. Isso é preocupante”, diz o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), José Ricardo Roriz Coelho. Um segmento específico derrubou o desempenho no ano passado. Enquanto a produção de acessórios para construção civil e de embalagens plásticas cresceu até 5%, a de laminados caiu 2,6%, afetada pela produção menor de bens de consumo.

Conforme Roriz, embora as importações estejam crescendo, e ocupando espaço do plástico nacional, a maior preocupação do setor se refere à primarização dos produtos feitos no país. Itens de alto valor agregado têm sido cada vez mais importados e a ociosidade nos transformadores chegou a mais de 30%. Diante da capacidade ociosa e do elevado custo de capital, os transformadores brasileiros, especialmente de pequeno e médio porte, têm deixado de investir, o que levará à desatualização do parque industrial, hoje com seis anos em média.

O custo das matérias-primas no Brasil também desfavorece a competitividade do plástico nacional, lembra Roriz. No ano passado, o preço médio da tonelada de polipropileno no mercado doméstico estava em US$ 1.165, contra US$ 828 do preço médio internacional para exportação, segundo índices das consultorias Platts e ICIS. No polietileno, essa diferença chega a 40%. No caso do PE de alta densidade (PEAD), o preço doméstico médio foi de US$ 1.1623 a tonelada, frente a US$ 977 por tonelada da média internacional. “Há transferência de margem para um setor que não têm concorrência e retirada da capacidade de investir da transformação”, diz Roriz.

Maior produtora de resinas das Américas e com no máximo uma concorrente local a depender do tipo de produto, a Braskem propôs a seus clientes reajustes de até 12% nos preços desses insumos, válidos para fevereiro, apurou o Valor. A nova política de preços foi encaminhada aos transformadores plásticos no início da semana, mas a aplicação do aumento, que em termos nominais chega a R$ 500 por tonelada, só ocorre após negociações individuais.

Entre o fim do ano passado e o início deste ano, houve aumento nos preços internacionais do polipropileno e do polietileno, e a Braskem acompanha os movimentos do mercado externo. Mas a queda de consumo na China deve levar a novo recuo tanto em resinas quanto nas cotações das matérias-primas, dizem os transformadores, e neste momento não será possível absorver ou repassar o aumento.

Além disso, alegam que as condições de mercado não justificam o novo aumento, tendo em vista a forte desvalorização do petróleo nos últimos 30 dias e o potencial impacto da epidemia de coronavírus na economia. Procurada, a Braskem informou que “mantém sua política de equiparação de preços de sua resina com o mercado global”. “Isso inclui acompanhar as variações das referências de preços das resinas em si e da taxa de câmbio”, acrescentou.

Além das questões habituais, a indústria do plástico vem enfrentando outro desafio crescente e que parece inevitável: a restrição ao chamado plástico de uso único. Em São Paulo, depois dos canudinhos de plástico, a Prefeitura sancionou uma lei que proíbe o fornecimento de produtos descartáveis de plástico em estabelecimentos comerciais. Em carta ao prefeito Bruno Covas (PSDB), o presidente da Abiplast defende que a solução ideal não é o banimento, mas sim a gestão dos resíduos sólidos e o fomento à economia circular.

Fonte: Valor Ecnonômico (07/02/2020)


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