Plastivida contesta estudo da WWF sobre poluição plástica pelo Brasil

23/04/2019



A Plastivida – Instituto Socioambiental dos Plásticos divulgou nota contestando estudo apresentado pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF), que mostra o Brasil na quarta posição entre os países que mais produzem lixo plástico.

De acordo com o estudo, o Brasil fica atrás apenas de Estados Unidos, China e Índia entre os maiores poluidores, e também é um dos países que menos recicla este tipo de lixo: apenas 1,2%.

O relatório “Solucionar a Poluição Plástica – Transparência e Responsabilização”, do WWF, foi apresentado na Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEA-4), realizado em Nairóbi, no Quênia, entre 11 a 15 de março.


Os números divulgados pelo WWF
Brasil produz 11.355.220 milhões de toneladas de lixo plástico por ano
Cada brasileiro produz 1 kg de lixo plástico por semana
Somente 145.043 toneladas de lixo plástico são recicladas
2,4 milhões de toneladas de plástico são descartadas de forma irregular
7,7 milhões de toneladas ficam em aterros sanitários
Mais de 1 milhão de toneladas não é recolhida no país
O Brasil é um dos países que menos recicla no mundo ficando atrás de Yêmen e Síria e bem abaixo da média mundial que é de 9%. Dentre os maiores produtos de lixo plástico, é o que menos recicla


Segundo a ONG, a poluição pelo plástico afeta a qualidade do ar, do solo e sistemas de fornecimento de água, já que o material absorve diversas toxinas e pode levar até 100 anos para se decompor na natureza. Sem a destinação adequada, boa parte dos resíduos plásticos acabam nos oceanos. De acordo com o relatório da WWF, o volume de plástico que chega aos oceanos todos os anos é de aproximadamente 10 milhões de toneladas.

A Plastivida rebate os números da WWF. O presidente do Instituto, Miguel Bahiense, divulgou nota dizendo que “foi com extrema preocupação que a Plastivida tomou conhecimento do relatório”. O comunicado afirma que o estudo “demostra inconsistências graves ao analisar e divulgar de forma errônea, dados que permeiam a produção, coleta seletiva e reciclagem do plástico no Brasil, causando alarmismo e desserviço à população”.

A nota diz ainda que, “com base no estudo ‘What a Waste 2.0’, do Banco Mundial, o documento apresentado pela WWF aponta, equivocadamente, o Brasil como o 4º maior produtor de lixo plástico no mundo (11,3 milhões de toneladas) e indica que apenas 1,28% (145 mil toneladas) desse material é reciclado no país”.

As informações que, de acordo com a Plastivida, contradizem os dados apresentados no estudo
De acordo com dados da ABIQUIM – Associação Brasileira da Indústria Química, o Consumo Aparente de resinas plásticas no Brasil, em 2017, foi de, aproximadamente, 6,1 milhões de toneladas. Números similares são apresentados pela ABIPLAST – Associação Brasileira da Indústria do Plástico, no mesmo período, no estudo “Perfil da Indústria Brasileira de Transformados Plásticos”, que mostra um volume consumido de 6,5 milhões de toneladas de produtos transformados plásticos
Destacamos que, nestes casos, estão consideradas as importações e exportações destes materiais. Ou seja, o erro do WWF é claro, pois induz o leitor a interpretar que o Brasil gere uma quantidade de lixo plástico que representa o dobro do volume de produtos plásticos que produz
Segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do volume de 6,5 milhões de toneladas de produtos transformados plásticos, cerca de 33% (2,16 milhões de toneladas) são plásticos de vida curta (até um ano)
Ao longo do estudo, foi identificado outro grande equívoco: nele, aponta-se que o Brasil “recicla 145.000 toneladas de plásticos”. Este número está errado. Segundo estudo da Fundação Instituto de Administração (FIA), da FEA/USP, em 2016, o Brasil reciclou, aproximadamente, 550,4 mil toneladas de materiais plásticos, dado que consta do Relatório Final da Primeira Fase do Acordo Setorial de Logística Reversa de Embalagens da PNRS – Política Nacional de Resíduos Sólidos, da qual a PLASTIVIDA é signatária. O relatório, inclusive, conta com a aprovação do Ministério do Meio Ambiente do Brasil, portanto, fonte oficial que referencia e atesta os comparativos apresentados acima
Com posse desses dados, observamos um índice de reciclagem mecânica de cerca 25,8% no Brasil (total de plásticos reciclados dividido pelo total dos produtos plásticos de vida útil curta produzidos destacados acima)
Ainda que se fizéssemos a relação entre o total de reciclado pelo total de transformados, teríamos um índice de reciclagem próximo a 10%, ou seja, muito acima do índice de 1,28% divulgado pelo WWF


Fonte: Embalagem Marca (08/03/2019)




Frustração de venda da Braskem preocupa fabricantes gaúchos de plásticos

Conforme o presidente do Sinplast, Gerson Haas, a falta de perspectiva para a unidade do RS provoca temor quanto à manutenção da normalidade no fornecimento de resinas

10/06/2018


Braskem é dona de boa parte do polo petroquímico de Triunfo


Em Triunfo, no dia em que a Odebrecht comunicou que a Braskem não será mais vendida à LyondellBasell, a programação era um debate sobre a Semana do Meio Ambiente. Nos círculos gerenciais da empresa no Estado, a orientação é de manter a normalidade da operação.


Entre os clientes da indústria no Rio Grande do Sul, porém, o ambiente foi mais tenso. A notícia colheu o sindicato das fábricas de produtos plásticos, que consomem matéria-prima da Braskem, em reunião de diretoria. Conforme o presidente do Sinplast, Gerson Haas, a falta de perspectiva para a unidade do RS provoca temor quanto à manutenção da normalidade no fornecimento de resinas.

– Entendemos o recuo do comprador como estratégico, para voltar à pauta com vantagens. O risco é que a dificuldade de outros negócios contamine a empresa toda. Caso avance para uma recuperação judicial da Odebrecht, não será bom para o setor. O medo é que ocorra algo parecido com o PVC – diz Haas.

Única fornecedora nacional, a Braskem teve de parar a planta que produz PVC em Alagoas porque houve um desabastecimento que poderia ter relação com uma mina de sal-gema operada pela empresa. Segundo Haas, o mercado interno sem fornecimento, e o preço da matéria-prima subiu 10% em um mês. Admite, porém, que a probabilidade de que isso ocorra é “média”.

Fonte: Zero Hora (04/06/2019)


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