P&G quer fazer tampinha e tecido a partir de fraldas sujas recicladas

Mais de 20 milhões de toneladas de fraldas descartáveis são descartadas por ano no mundo

17/01/2019


Fraldas usadas que serão recicladas na Itália


Uma joint venture entre a Procter & Gamble e o grupo de saúde italiano Angelini está trabalhando para criar um ciclo de reciclagem sustentável que permita a transformação de fraldas sujas em tampas plásticas e roupas de viscose.

Mais de 20 milhões de toneladas de fraldas descartáveis ​​são queimadas ou despejadas em aterros sanitários em todo o mundo a cada ano — um grande problema ambiental desde que seu uso se generalizou nas décadas de 1960 e 1970.

Parte do problema é que coletar, limpar e desmembrar as fraldas em seus componentes — plástico, celulose e polímero super absorvente — é complicado e caro.


A outra questão é que ninguém foi capaz de estabelecer um mercado para a produção reciclada, condenando esforços comerciais anteriores ao fracasso.

Fater, uma empresa sediada em Pescara, Itália, que se tornou uma joint venture em 1992, acredita que será capaz de abordar essas questões, apoiada por governos, consumidores e outras empresas incentivadas por uma nova consciência global frente a iminente crise da poluição por plásticos.

O novo governo italiano, em particular, fez das soluções da "economia circular" um pilar de sua agenda populista.

"Fraldas são feitas de plásticos da mais alta qualidade e nós demonstramos que elas podem ser recicladas para extrair blocos de construção de alto valor", diz Marcello Somma, diretor de pesquisa e desenvolvimento de negócios da Fater.

A P&G é a maior fabricante de fraldas do mundo, com quase 27% do mercado de US$ 44 bilhões.

A companhia pretende ser capaz de reciclar produtos absorventes de higiene (AHP), como fraldas, absorventes para incontinência e produtos de higiene feminina, em 10 cidades até 2030, de acordo com sua mais recente agenda de sustentabilidade. A longo prazo, espera usar 100% de materiais renováveis ​​ou reciclados para todos os produtos e embalagens.

Roberto Marinucci, vice-presidente global de lenços umedecidos, sustentabilidade e joint venture da P&G, disse que a empresa ainda não estabeleceu se os consumidores estariam dispostos a pagar mais pelas fraldas que sabem que serão recicladas, mas ficou claro que querem marcas que se preocupam com o meio ambiente.

"Acreditamos que a primeira razão, que está fazendo a coisa certa para o consumidor, é suficiente para nos convencer a ir adiante com o projeto", disse Marinucci em entrevista.

Fonte: Reuters (17/10/2018)




Casal transforma plástico encontrado nos oceanos em próteses

No espaço de dois meses, foram distribuídas 16 próteses.



Um casal do estado norte-americano de Washington está a transformar o lixo plástico que encontram nas praias locais em próteses para aqueles que mais necessitam.

Laura e Chris Moriarty fazem os membros prostéticos para pessoas de todo o mundo através do projeto sem fundos lucrativos Million Waves Project.

"Não faria muito mais sentido pegar em algo deplorável e algo triste, juntá-los e ver o que podíamos fazer?", disse Chris à NBC.

Uma pediatra reformada que é consultora do projeto referiu que "é um sentimento fantástico usar algo tão simples e ter um impacto tão grande na vida de alguém".


Uma prótese tem um custo de 45 euros e são necessárias apenas de 15 garrafas de plástico e dois dias e meio para a fazer, com recurso a uma impressora 3D.

Em apenas dois meses, já foi possível distribuírem 16 próteses. Mas o próximo passo é o projeto comprar uma destruidora industrial e juntarem-se a grupos de recolha de plásticos para poderem dar membros gratuitamente a cerca de 40 mil pessoas à volta do mundo.

Fonte: Notícias ao Minuto (17/10/2018)


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