Pesquisa da Ufam testa casca de cupuaçu como retardante de poliéster industrial

24/12/2019



Polímeros são materiais orgânicos, macromoléculas formadas pela união de unidades estruturais menores (chamados de monômeros). Conhecido, popularmente, como plásticos, os polímeros também podem ser representados pelas borrachas e outros tipos de polímeros que são encontrados na natureza, como, por exemplo, amido, celulose, lipídios e proteínas.

Uma pesquisa científica, com fomento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), desenvolvida pelo doutor em Ciência e Engenharia de Materiais, Rannier Mendonça, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), teve como objetivo identificar compostos orgânicos presentes na casca do cupuaçu (Theobroma grandiforum), fruto típico da região, para efeito de retardamento de cura do poliéster, para futuramente serem utilizados comercialmente como retardantes “verdes”.

Segundo o pesquisador, o poliéster é muito utilizado na indústria automobilística e naval para a confecção de peças e cascos de embarcações. Alguns desses produtos possuem dimensões ou geometrias que necessitam de um tempo maior de manuseio da resina (polímero no estado líquido antes do processo de endurecimento), sendo necessário adicionar um insumo químico chamado de retardante de cura, conforme explica Rannier.


A ideia da pesquisa foi entender como a casca do cupuaçu reage quimicamente com a resina poliéster insaturada, retardando esse endurecimento. "Ao adicionar a casca de cupuaçu na resina poliéster insaturada, a mesma demorou a finalizar o processo de cura, o que nos levou a investigar o motivo. A cura do polímero trata-se dos processos reacionais entre os componentes poliméricos (chamados de monômeros), que, depois de seu total consumo e formação de novas ligações químicas, possibilita que esse polímero permaneça no estado físico sólido,” contou.

Alternativa sustentável

Conforme o pesquisador, os principais retardantes utilizados hoje são materiais tóxicos e gerados de fontes não renováveis, além de serem muito caros. Com o projeto, além de oferecer uma nova alternativa para a indústria com o insumo mais barato, sem riscos ao operador e de fontes renováveis também garante a geração de emprego e renda para as comunidades produtoras de cupuaçu, que desperdiçam a casca do fruto.

Universal Amazonas - O estudo recebeu apoio por meio do Programa Apoio à Pesquisa (Universal), que tem como objetivo conceder aporte financeiro para atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, em todas as áreas de conhecimento, que representem contribuição significativa para o desenvolvimento do Amazonas.

Fonte: Portal do Holanda (05/08/2019)




Criado bioplástico que protege contra radiação ultravioleta

25/03/2020


O novo bioplástico é adequado para proteger os produtos da luz solar direta


Plástico anti-UV

Químicos da Universidade de Oulu, na Finlândia, desenvolveram um bioplástico sintético que, diferentemente dos tradicionais plásticos à base de carbono ou de outros bioplásticos, fornece proteção contra a radiação ultravioleta (UV) do Sol.


O copolímero à base de biomassa evita que a radiação UV passe graças à sua estrutura baseada em bifuranos - furano é um composto produzido pela destilação da madeira.

A transparência do bioplástico é boa o suficiente para aplicações práticas, garante a equipe, como a cobertura de estufas ou áreas de convivência.

Além disso, o material funciona como uma barreira física de 3 a 4 vezes mais forte que a do plástico PET padrão.

As matérias-primas utilizadas na produção do biopolímero são hidroximetilfurfural (HMF) e furfural, que são produtos de biorrefinarias derivados de celulose e hemicelulose.

Ao ligá-los quimicamente, Tuomo Kainulainen e seus colegas criaram partes de copolímeros com estruturas semelhantes tanto ao bisfurano, quanto ao furano.

O experimento mostra que é possível desenvolver bioplásticos com melhores propriedades do que os plásticos derivados de fósseis produzidos atualmente.

A equipe patenteou o material e está se preparando para ampliar sua escala de produção. Apesar de chamá-lo de "bioplástico ecológico", contudo, há preocupações quanto a eventuais danos à saúde humana dos furanos.

Bibliografia:
Artigo: Utilizing Furfural-Based Bifuran Diester as Monomer and Comonomer for High-Performance Bioplastics: Properties of Poly (butylene furanoate), Poly(butylene bifuranoate), and Their Copolyesters
Autores: Tuomo P. Kainulainen, Terttu I. Hukka, Hüsamettin D. Özeren, Juho A. Sirviö, Mikael S. Hedenqvist, Juha P. Heiskanen
Revista: Biomacromolecules
DOI: 10.1021/acs.biomac.9b01447


Fonte: Inovação Tecnológica (23/03/2020)


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