O PROCESSO DE MOLDAGEM POR INJEÇÃO

O sistema de injeção consiste de um funil, uma rosca, um cilindro – mais conhecido como canhão, e um bico de injeção, além de outros componentes como mostra a figura abaixo. Esse sistema confina e transporta o plástico progressivamente, fazendo com que passe pelos estágios de alimentação, compressão, fusão e injeção.

Esquema de uma Injetora de Plásticos
Esquema de uma Injetora de Plásticos

Componentes de uma máquina injetora

a) Funil

Funil Secador
Funil Secador
O material termoplástico é fornecido aos transformadores na forma de grânulos. O funil simplesmente direciona os grânulos para a zona de alimentação da rosca, que fica na traseira, através da gravidade. Nas máquinas modernas esses funis foram substituídos por pequenos silos que já fazem a secagem do material, economizando tempo e energia elétrica, pois elimina em muitos casos a necessidade do transporte dos grânulos da estufa de bandeja para o funil e mantém o material quente até sua entrada no canhão, ou seja, fica “mais fácil” para a máquina terminar de aquecê-lo até seu ponto de fusão.

b) Canhão (ou cilindro)

É dentro do canhão que ocorre a fundição do plástico, promovida pelas resistências elétricas acopladas em seu exterior e pelo atrito da rosca com os grânulos. Deve-se prestar muita atenção ao tempo em que o polímero permanece dentro deste, pois pode degradar devido à exposição prolongada à pressão e ao calor. O canhão também pode conter uma válvula de degasagem para eliminar os gases produzidos pelo material.

c) Rosca

A rosca se encontra dentro do canhão e serve para transportar, comprimir, fundir, homogenizar e dosar o material. A rosca consiste de três zonas:

* Zona de alimentação
* Zona de compressão
* Zona de dosagem

Quando o diâmetro externo da rosca permanece constante, a profundidade dos sulcos diminui da zona de alimentação para a zona de dosagem. Estes sulcos comprimem o material contra as paredes internas do canhão, cisalhando o plástico fazendo com que passe do estado sólido ao estado líquido viscoso.

d) Bico

O bico conecta o canhão à bucha do molde, sendo essa conexão feita apenas com o contato, nada de rosqueamento ou algum tipo de trava. Mesmo porque o canhão deve ser afastado do molde quando da troca de matéria-prima ou purga (limpeza) do canhão.

Assim como no canhão, geralmente as máquinas possuem resistências no bico também, onde a temperatura é controlada em um painel. Essa temperatura costuma ficar em torno do ponto de fusão do material que se está trabalhando ou abaixo disso, para gerar pressão suficiente para “esguichar” o plástico para dentro do molde.

e) Molde

O molde consiste de placas de aço-ferramenta móveis e estacionárias, onde se encontram as cavidades que dão forma ao plástico, os pinos ejetores que empurram a peça para fora do molde, e os canais de refrigeração por onde circula um fluido refrigerante (geralmente água) que retira parte do calor para que não exista um superaquecimento do molde, mantendo a temperatura entre 40 e 60°C, dependendo do material que está sendo injetado.

Canais de refrigeração

São furos feitos entre o corpo do molde por onde circula o fluido refrigerante (água, vapor ou óleo). Sua função é regular a temperatura da superfície do molde. Esses canais podem ser combinados com outros dispositivos de controle de temperatura, como termômetros ou termopares.

f) Sistema hidráulico

O sistema hidráulico na máquina injetora proporciona a força para abrir, fechar e manter fechado o molde, para girar e avançar a rosca, para empurrar os pinos ejetores e mover as partes do molde. E como todo sistema hidráulico também fazem parte a bomba, as válvulas, o motor, as guarnições, as tubulações e os reservatórios.

g) Sistema de controle

Proporciona uniformidade e repetibilidade na operação da máquina. Monitora e controla os parâmetros de processo, incluindo temperatura, pressão, velocidade de injeção, a velocidade da rosca e sua posição, assim como a situação da parte hidráulica. O controle do processo tem influência direta no produto final e nos aspectos econômicos do processo, e podem funcionar baseados em um sistema simples de relês ou em um sofisticado com microprocessador.

Bibliografia:
HARPER, Charles A.; PETRIE, Edward M. Plastics Materials and Process: A Concise Encyclopedia. Hoboken: John Wiley & Sons, Inc., 2003.
Artigo revisado em 09/01/2011
Sobre o autor: Daniel Tietz Roda é Tecnólogo em Produção de Plásticos formado pela FATEC/ZL e Técnico em Projetos de Mecânica pela ETEC Aprígio Gonzaga. Trabalhou na área de assistência técnica e desenvolvimento de plásticos de 2008 até 2013 e atualmente é proprietário do Tudo sobre Plásticos.
© 2010-2017 - Tudo sobre Plásticos. Todos os direitos reservados.
Página inicial - Política de privacidade - Contato
TSP Messenger Minimizar  Aumentar
Para usar faça LOGIN ou CADASTRE-SE
Digite aqui: Enviar