Essa é a terceira parte do artigo sobre entradas, para ver a segunda parte clique aqui

Entrada submarina

Entrada submarina
Entrada submarina
A entrada submarina tem como objetivo automatizar a retirada do galho de injeção na abertura do molde, além de colocar a "cicatriz" da entrada em um local específico, não aparente; e recebe esse nome por ser construída dentro da placa oposta àquela do canal de injeção, ou seja, o material fundido entra na cavidade através do "meio da placa" e não pela superfície na linha de abertura do molde. O formato de seu canal é afunilado, tendo entre 0,25 até 2mm o diâmetro da entrada e podendo despejar o material fundido diretamente na peça ou num canal auxiliar, como mostrado na figura.

Por visar um corte automático do galho pode não ser adequada para materiais mais macios, como as poliolefinas (PP e PE), que podem não romper o ponto de entrada da peça durante a abertura do molde.

Entrada submarina


Entrada em anel e disco

Entrada em disco
Entrada em disco
São entradas para peças cilíndricas ou que possuem alguma forma redonda. Na entrada em disco (ver figura), o material fundido flui do canal para um disco fino antes de entrar na cavidade, isso produz um preenchimento uniforme da peça e previne o surgimento de linhas de emenda. Imagine uma tampa frontal quadrada de uma pequena caixa de som, a entrada em disco poderia estar localizada no furo do alto-falante, então ao separar o galho da peça já teríamos a tampa pronta para receber o alto-falante e sem marcas de emenda.

Logicamente, a entrada em disco é apropriada para aberturas circulares pequenas, caso contrário, o desperdício de material na formação do disco seria muito grande.

Já a entrada em anel serve para injeção de peças cilíndricas maciças ou tubulares. O material fundido percorre um anel grosso e então passa para a cavidade através de uma entrada fina, cobrindo um macho que dará a forma oca da peça, se for o caso de um tubo, por exemplo.

Entrada anelar
Entrada anelar




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Bibliografia:
HARPER, Charles A.; PETRIE, Edward M. Plastics Materials and Process: A Concise Encyclopedia. Hoboken: John Wiley & Sons, Inc., 2003.
CANEVAROLO JR., Sebastião V. Ciência dos Polímeros: Um texto básico para tecnólogos e engenheiros. 2.ed. São Paulo: Artliber Editora, 2002.
WIEBECK, Hélio; HARADA, Júlio. Plásticos de Engenharia: Tecnologia e Aplicações. São Paulo: Artliber Editora, 2005.

Artigo postado em 14/02/2014
Sobre o autor: Daniel Tietz Roda é Tecnólogo em Produção de Plásticos formado pela FATEC/ZL e Técnico em Projetos de Mecânica pela ETEC Aprígio Gonzaga. Trabalhou na área de assistência técnica e desenvolvimento de plásticos de 2008 até 2013 e atualmente é proprietário do Tudo sobre Plásticos.
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