POLI(TEREFTALATO DE BUTILENO) (PBT)

O PBT, que muitas vezes recebe o nome da categoria de plásticos a qual pertence - poliéster - é um termoplástico obtido a partir da reação de transesterificação entre o DMT (dimetil tereftalato) e o 1,4 - butanodiol. É um dos principais poliésteres mais importantes para a área de plásticos, os outros principais são o PET e o PC (esse último um poliéster linear com grupos carbonatos).

Estrutura química do PBT
Estrutura química do PBT


Pode ser reforçado com fibras e receber os diversos tipos de aditivos comumente utilizados em plásticos de engenharia, também pode formar blendas com outros polímeros como PC, ABS, PTFE e outros. Com relação às suas propriedades, possui boa resistência química quando abaixo dos 60°C e tem a vantagem de cristalizar rapidamente, fazendo com que o ciclo de moldagem por injeção seja bem curto quando comparado com outros plásticos de engenharia, além de possuir uma estabilidade dimensional muito boa.

O PBT encontra muitas aplicações em eletroeletrônicos devido suas propriedades elétricas estáveis e na indústria automobilística, por sua rigidez e resistência mecânica; também é empregado na produção de engrenagens e buchas devido seu baixo coeficiente de atrito e alta resistência à abrasão.

Esse poliéster tem excelente resistência a uma vasta gama de produtos químicos à temperatura ambiente, incluindo hidrocarbonetos alifáticos, gasolina, tetracloreto de carbono, percloretileno, óleos, gorduras, álcoois, glicóis, ésteres, éteres e ácidos e bases diluídos. Porém, são atacados por bases fortes.

Pode ser moldado através de injeção ou extrusão.

Características:
- Alta rigidez
- Alta resistência ao impacto
- Boas propriedades de fluência
- Alta resistência térmica, especialmente nos tipos reforçados com fibra de vidro (temperatura de uso contínuo de até 140 °C)
- Comportamento favorável para aplicações que necessitam de deslizamento e resistência a abrasão
- Alta estabilidade dimensional (baixo coeficiente de expansão térmica, baixa absorção de umidade)
- Boas propriedades elétricas
- Boa resistência química
- Não apresenta "stress cracking"
- Boa resistência a intempéries
- Rápida cristalização, resultando em tempos de ciclo mais curtos
- Possibilidade de aplicação de pintura e metalização
- Propriedades mecânicas muito dependentes da temperatura de trabalho

Aplicações:
É empregado em carcaças e peças funcionais nos vários sistemas elétrico-eletrônicos presentes nos veículo, braços de limpador de pára-brisas, maçanetas, molduras do farol, sistema do espelho retrovisor, conectores em geral, componentes do teto solar, carcaça do sistema de fechamento de porta, disjuntores, tomadas, interruptores, capacitores, carcaças de sistemas fornecedores de energia, carcaças de bobinas elétricas, cabos óticos, ignição, e etc.
Carcaças de bomba
Isolamento de cabos
Botões de eletrodomésticos
Conector de equipamento de informática
Filamentos
Raquete
Conexões pneumáticas

Ponto de fusão:
225°C

Transição vítrea:
61°C

Bibliografia:
HARPER, Charles A.; PETRIE, Edward M. Plastics Materials and Process: A Concise Encyclopedia. Hoboken: John Wiley & Sons, Inc., 2003.
WIEBECK, Hélio; HARADA, Júlio. Plásticos de Engenharia: Tecnologia e Aplicações. São Paulo: Artliber Editora, 2005.
Artigo postado em 31/12/2010
Sobre o autor: Daniel Tietz Roda é Tecnólogo em Produção de Plásticos formado pela FATEC/ZL e Técnico em Projetos de Mecânica pela ETEC Aprígio Gonzaga. Trabalhou na área de assistência técnica e desenvolvimento de plásticos de 2008 até 2013 e atualmente é proprietário do Tudo sobre Plásticos.
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